Cercal do Alentejo » Porto Covo

Etapa do Caminho Histórico

16,5 Km

Este é o trajecto que liga o Caminho Histórico ao Trilho dos Pescadores na região norte da Rota Vicentina, permitindo ao caminhante sentir a forte ligação desta região com o mar, à medida que se aproxima da costa e de Porto Covo, uma pitoresca aldeia de pescadores.

Partindo do Cercal, a primeira parte do trajeto percorre pequenas quintas, com as suas sebes, hortas e pomares. Aqui a vida passa-se ao ritmo das sementeiras, das sachas e das colheitas. Depois de uma zona mais árida, povoada de eucalipto, chega-se ao chaparral. Os medronheiros chegam a ter porte arbóreo. Surgem ao longo do caminho mais de 150 espécies diferentes de plantas! Estamos a caminhar num verdadeiro hotspot de biodiversidade! Cerca de um quarto destas plantas é endémico da Península Ibérica, algumas só existem na costa Sudoeste de Portugal. Cheire as plantas aromáticas, como o rosmaninho, o tomilho, a calaminta ou o alecrim.

Já no planalto litoral dominam os campos de cereal onde as cotovias, petinhas, trigueirões e fuinhas alegram os campos, mesmo no calor do Verão. Estas aves têm uma camuflagem perfeita, essencial para escaparem aos predadores, sobretudo as fêmeas no choco. O ninho é uma taça geometricamente perfeita, escavada no chão e forrada com ervas secas e musgo. O ninho da cotovia é tão mimético que podemos estar a olhar para ele e não o vemos. As pequenas rapinas que sobrevoam os campos de cereal à procura destas aves e dos ratinhos são peneireiros. A presença do mar sente-se através do ar que se respira e do azul no horizonte.

Onde começar

Cercal do Alentejo
Largo dos Caeiros (rotunda central), siga pela estrada em direcção a Vila Nova de Milfontes.

Porto Covo
No largo do Mercado, seguindo em direcção ao porto de pesca.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Fácil

Extensão: 16,5 km
Duração Aproximada: 5 h

Subida Acumulada: 200 m
Descida Acumulada: 300 m

Altitude Máxima: 230 m
Altitude Mínima: 0 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso
Ao km 13, na localidade de Pouca Farinha.

Avisos Importantes

Esta etapa cruza-se com outros percursos. Tenha atenção à sinalética.

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