Vila do Bispo » Cabo de S. Vicente

Etapa do Caminho Histórico

14 Km

Neste dia caminha em direcção ao ponto mais a Sudoeste da Europa, um local mágico onde ecoam as vozes de peregrinos e navegadores. Falésias monumentais, panorâmicas arrebatadoras sobre a costa e um palco privilegiado para o fenómeno natural da migração outonal de aves planadoras.

Neste percurso a falésia, muito alta, proporciona perspectivas únicas. Ornitólogos e birdwatchers são atraídos a Sagres pela migração outonal de aves planadoras e de aves marinhas, que chegam a ultrapassar os 5000 indivíduos de mais de 300 espécies. Sagres é aliás, o palco do Festival de Observação de Aves que acontece anualmente em Outubro.

Podem avistar-se espécies migradoras como o cartaxo-nortenho, o chasco-cinzento, a toutinegra-de-bigodes, a toutinegra-tomilheira, a águia-calçada, o milhafre-preto, o bútio-vespeiro, a águia-cobreira, o gavião, o milhafre-real, o francelho, a ógea, o falcão-da-rainha, o tartaranhão-azul, o tartaranhão-caçador, o tartaranhão-ruivo-dos-pauis, a cegonha negra e diferentes espécies de abutres. Mais raras, surgem por vezes a águia imperial e águia real. Também algumas aves marinhas podem ser facilmente observadas, como a cagarra, o alcatraz, o moleiro, o garajau e a gaivina. A maior parte dos passeriformes migra durante a noite, descansando e alimentando-se durante o dia. Outras espécies migram durante o dia, como é o caso das águias, das cegonhas, dos flamingos, das alvéolas ou dos abelharucos. Entre as aves residentes, destaque para o sisão e para a gralha-de-bico-vermelho que têm em Vila do Bispo o único núcleo reprodutor no Sul de Portugal. O esmerilhão pode encontrar-se por aqui no Inverno.

A vegetação continua a ser protagonista neste percurso pelo alto da falésia. Atravessa-se a Reserva Biogenética de Sagres, um santuário para os botânicos, pelas plantas raras dos solos calcários, pelas espécies únicas no mundo ou pelas que se pensavam extintas e voltaram a aparecer por aqui. Os matos são dominados pelo tojo-do-sul, urzes, cardos, Lithodora lusitanica, alecrim, violetas, tomilhos e jacintos. Estará prestes a concluir o Caminho Histórico da Rota Vicentina, mas antes passará pela área denominada de Vale Santo, que foi durante séculos palco de peregrinações de devotos de S. Vicente, cuja viagem culminava no mosteiro que existia onde agora se localiza o farol.

Onde começar

Vila do Bispo

Junto à Igreja Matriz, seguindo para o mercado.

Cabo de S. Vicente

No Farol do Cabo de S. Vicente.

 

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Fácil

Extensão: 14 km
Duração Aproximada: 4 h

Subida Acumulada: 100 m
Descida Acumulada: 120 m

Altitude Máxima: 150 m
Altitude Mínima: 60 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Vento forte
Esta é uma região particularmente ventosa. Prepare-se para nortadas fortes.

Cabo de S. Vicente » Sagres
Do farol até à vila de Sagres, poderá seguir pelo Trilho dos Pescadores, ao longo de 7 km ou optar por um taxi.

Avisos Importantes

Não existe qualquer ponto de abastecimento durante o percurso. Deve levar água e mantimentos suficientes.

Esta etapa cruza-se com outros percursos. Tenha atenção à sinalética.

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