Sagres » Salema

Trilho dos Pescadores

19,5 Km

Na Enseada da Baleeira percorrem-se alguns habitats notáveis – as linhas de água dominadas pela tamargueira (Tamarix africana), os matos litorais sobre o calcário, a lagoa do Martinhal, a duna, a praia arenosa, a zona intertidal rochosa e as ilhotas litorais, que emergem do mar no meio da enseada.

A lagoa do Martinhal fica seca no Verão, mas no Inverno, recebe tanto água do mar, devido aos temporais, como água doce dos Barrancos das Mós e de Vale do Lobo. As espécies que a colonizam estão adaptadas a estas variações de salinidade e de disponibilidade de água. É um excelente local para observação de aves, principalmente na época das migrações, quando surgem espécies muito raras. Duas aves que aqui vivem são o melro-azul e a gralha-de-bico-vermelho, identificáveis apenas pelo obervador mais atento, já que à primeira vista parecem totalmente pretas. As ilhotas da Baleeira são pequenas ilhas rochosas cujas paredes submersas são exploradas pelos mergulhadores para observar peixes, camarões, anémonas, caranguejos e gorgónias (uma família de corais moles). A calcite, mineral dominante nas rochas claras das falésias, é dissolvido pela água de forma irregular, originando arcos, farilhões e grutas. Mas o mar e a água de escorrência também vão esculpindo, a menor escala, finos e delicados rendilhados na rocha calcária. Esta zona teve ocupação humana pelo menos desde o Neolítico. Entre as praias do Martinhal e dos Rebolinhos situam-se vestígios de ocupação romana (séculos III a V d. C.) – uma cisterna, nove fornos de produção de ânforas e ainda um forno de produção telhas e tijolos. Terá existido ali um grande centro oleiro, especializado na produção de ânforas para embalar peixe salgado e molhos de peixe. A localização deste centro terá sido escolhida pela proximidade de barreiros e pela facilidade de transporte por mar, graças à protecção da enseada da Baleeira.
Na Ponta da Fisga, saliência rochosa entre as Praias do Zavial e da Ingrina, existiu o Forte do Zavial. Resta actualmente a base do que seria um pequeno forte militar, rectangular, construído no século XVIII. Antes desse, existiria o forte de Santo Inácio, destruído pelo terramoto de 1775. Desta ponta, a paisagem é magnífica, avistando-se a costa até à Ponta da Torre (900m) a Nascente e até à Ponta da Atalaia (6km) a Poente.

Onde começar

Sagres
No Jardim de Sagres, junto ao posto de turismo.

Salema
Na Praia da Salema.

Ficha Técnica

GRAU DE DIFICULDADE: 5

EXTENSÃO: 19,5 KM
DURAÇÃO APROXIMADA: 8 Horas

SUBIDA ACUMULADA: 600 M
DESCIDA ACUMULADA: 650 M

ALTITUDE MÁXIMA: 80 M
ALTITUDE MÍNIMA: 0 M

ÉPOCA ACONSELHADA: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

► Durante a maré baixa, é fácil percorrer o caminho entre a Praia das Furnas e a Praia da Figueira.
► 200 metros a Oeste do estacionamento da Praia da Salema, espreite as lindíssimas pegadas dos dinossauros que há 250 milhões de anos percorreram o Trilho dos Pescadores!

Avisos Importantes

► Com terreno molhado, é necessário tomar especial atenção nas descidas para as praias.
► No Inverno os bares de praia podem estar fechados, pelo que só há abastecimentos no início e no fim da etapa.
► Altimetria exigente.

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