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Odeceixe » Aljezur

Trilho dos Pescadores

22,5 Km

Esta etapa leva-nos de volta à praia de Odeceixe, desta vez na margem Sul, já em terras dos Algarves, de onde partimos para mais uns belos quilómetros de trilhos de pescadores, atravessando depois campos de regadio e a charneca do litoral, a caminho de Aljezur.

Antes de partir da vila de Odeceixe, não se esqueça de visitar o moinho, um dos poucos que ainda está em funcionamento e pode ser visitado. Em seu redor, passadiços e bancos de madeira convidam à contemplação do casario da aldeia, da foz da ribeira de Seixe e dos matagais mediterrânicos das encostas viradas a sul – um regalo para os olhos!

As várzeas são os leitos de cheia da ribeira, onde, em dias de chuva intensa, a água que galga as margens vai depositando tudo o que é necessário para construir solos profundos e férteis. No resto do ano aproveitam-se as vantagens da inundação, ou seja, crescem culturas e pastagens vigorosas. Alguns destes leitos de cheia ainda estão no seu estado selvagem, ocupados por caniçais e juncais. Estes são ambientes muito ricos em aves, como a garça-real e a garça-branca.

Nos matos dunares são abundantes arbustos aromáticos como o zimbro, a perpétua-das-areias, o tomilho-canforado (endémico desta costa), o rosmaninho e o alecrim. Estas plantas, apesar de especialmente adaptadas ao ambiente árido dos topos das falésias, têm alguma dificuldade em lidar com a invasão de espécies exóticas como as acácias e o chorão-das-areias. Nos sítios mais húmidos, onde a água alcança quase a superfície, surgem os brejos cobertos de juncos, habitat do roedor mais ameaçado da Europa, o rato-de-cabrera.

Os campos agrícolas, dominantes neste percurso, fazem um harmonioso mosaico com pequenos bosquetes de pinhal, eucaliptal ou sobreiral, e ainda com os brejos (zonas húmidas) e as linhas de água. Completam este cenário os charcos temporários e as charcas agrícolas. Este mosaico alberga uma biodiversidade espantosa.

Na avifauna, destaque para as petinhas-dos-campos e dos-prados, a gralha-preta, a fuinha-dos-juncos, dos picanços, o pica-pau, o trigueirão, a trepadeira-azul, o pintarroxo, o chapim-de-poupa e a escrevedeira-de-garganta-preta. Escondidas nos bosquetes, as rapinas saem para caçar nos campos abertos. É o caso da águia-cobreira ou do peneireiro-cinzento.

Onde começar

Odeceixe
No início da Rua do Rio, seguindo em direcção ao Largo 1º de Maio (largo principal de Odeceixe).

Aljezur
Junto ao mercado de Aljezur, seguindo em direcção ao Museu Municipal, pelo Caminho Histórico.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Algo difícil

Extensão: 22,5 km
Duração Aproximada: 7 h

Subida Acumulada: 150 m
Descida Acumulada: 150 m

Altitude Máxima: 90 m
Altitude Mínima: 10 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso
Ao km 3, na praia de Odeceixe, entre Abril e Setembro.
No Rogil, tem bons restaurantes.

Fique mais uma noite em Odeceixe
Aproveite os percursos circulares existentes nesta área para ficar mais algum tempo em Odeceixe.

Avisos Importantes

Entre a vila de Odeceixe e a praia, o percurso segue ao longo da estrada. Circule pelo lado esquerdo da via (sentido oposto ao trânsito) e seja prudente.

A partir do Rogil, esta etapa coincide totalmente com o Caminho Histórico, devendo por isso seguir as marcas a vermelho e branco.

Esta etapa cruza-se com outros percursos. Tenha atenção à sinalética.

Apadrinhei esta etapa

Andreia Crociquia

Madrinha desde 2020

« Sou caminhante. Sou aventureira. Sou amante da natureza.
Cheguei há pouco mais de um ano para desenvolver um projecto profissional na região e apaixonei-me pela Rota Vicentina. Hoje percorro cada quilómetro desta paisagem encantada de mar e campo, cheia de romance e histórias de vida... Com o tempo, aprendi que a Rota Vicentina é muito mais do que uma rede de percursos pedestres. É, acima de tudo, uma grande comunidade que defende uma região há já muitas décadas e que todos os dias são vividos numa intensa labuta que culmina com pequenos e grandes sucessos. E quem não deseja contribuir para um amanhã de pequenas conquistas e vitórias numa altura em que a consciência ambiental e sustentabilidade são o maior desafio da humanidade? É assim que por aqui continuo, por um amanhã melhor! »

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