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Almograve » Zambujeira do Mar

Trilho dos Pescadores

22 Km

Portinhos de pesca artesanais, dunas avermelhadas, o perfume dos pinhais e o espectáculo único no mundo das cegonhas que nidificam nas falésias, tornam esta caminhada num verdadeiro bálsamo para os sentidos.

As falésias altas e escarpadas deste troço, apesar de expostas ao vento salgado e teimoso do mar, são local de nidificação de mais de 20 espécies de aves! É o caso da gralha-de-nuca-cinzenta, do corvo-marinho-de-crista, do peneireiro, do pombo-das-rochas, da cegonha-branca, do falcão-peregrino e do rabirruivo-preto. Vale a pena permanecer em sossego e discretamente vigiando a falésia de cima, apreciar o voo destas aves, de forma especial durante a Primavera e junto ao Cabo Sardão.

Ao longo da costa encontra sinais de paleoclimas, ou seja, climas do passado que ficaram “escritos” nas rochas. Repare nas dunas consolidadas, ou seja, dunas antigas em que a areia já se tornou rocha. Elas formaram-se quando o mar estava mais de 100 metros abaixo do nível actual, o que significa que a praia estava a mais de 60 km de distância para oeste. Sobre estas dunas foi possível encontrar vestígios de patuscadas dos homens pré-históricos e conchas de animais típicos de climas muito frios, sinal das glaciações que ocorreram no passado. Mas também temos sinais de épocas de clima tropical ou quase. É o caso das areias e arenitos com impressionantes tons avermelhados, resultado da acumulação de óxidos de ferro.

Onde começar

Almograve
Na rotunda (início da Avenida da Praia), em direcção à praia da Foz dos Ouriços pelo trilho da ETAR.

Zambujeira do Mar
Na Capela de Nossa Senhora do Mar, em direcção à praia de Nossa Senhora e porto de pesca da Entrada da Barca.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Algo difícil

Extensão: 22 km
Duração Aproximada: 7 h

Subida Acumulada: 200 m
Descida Acumulada: 200 m

Altitude Máxima: 90 m
Altitude Mínima: 10 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso
Ao km 9,5, passa pela aldeia do Cavaleiro.
Ao km 18, no porto de pesca da Entrada da Barca tem dois restaurantes.

Encurte esta etapa
Do Almograve, pode ir diretamente para a praia poupando meia hora de caminhada.
Do porto de pesca da Entrada da Barca, poderá ir até à Zambujeira de táxi (4 km).

Avisos Importantes

Entre a Entrada do Pau e a Ponta da Carraca o trilho faz um desvio para o interior entrando numa zona de pinhal, de forma a evitar uma faixa de costa com um elevado grau de erosão. Por uma questão de segurança e de preservação ambiental, esteja atento e respeite este desvio. Contamos com o seu cuidado!

Esta etapa cruza-se com o Percurso Circular Dunas do Almograve. Tenha atenção à sinalética.

Apadrinhei esta etapa

Teresa e Augusto Nogueira & Virgílio Lima

Etapa Partilhada

"Somos a Teresa e o Augusto e apadrinhámos um trilho da RV porque queremos contribuir para ajudar a preservar uma das mais belas zonas costeiras do sul da Europa. O Augusto é natural de Odemira e todos os verões, desde 1979, descíamos do Estoril até cá para uns dias de férias. Quando nos reformámos, decidimos que queríamos viver num monte, na zona do Almograve. Cá estamos desde 2004. Valorizamos muito o trabalho em rede, que é a principal valia da Associação Rota Vicentina. Estamos felizes por fazer parte deste projeto!" Teresa e Augusto, Padrinhos desde 2012

“É com muito gosto que assino a Carta de Compromisso de Apadrinhamento para o trajecto entre Cavaleiro (Cabo Sardão) e a Zambujeira do Mar. Desde há alguns anos que me dediquei a fazer caminhadas pela natureza com amigos, empresas ou simplesmente sozinho. Há cerca de dois anos experimentei fazer sozinho o circuito entre Sines e Porto Covo e desde aí não parei…. Há uma beleza estonteante na nossa costa que dificilmente encontraremos noutros locais pelo que caminhar pelo Trilho dos Pescadores é mágico. Resolvi finalmente dar este pequeno passo de ser Padrinho de um dos Trilhos pois consigo gerir melhor o tempo enquanto empresário nesta altura. É quase um dever dar o meu contributo a tão nobre causa. Espero deixar este trajecto que apadrinho, sempre nas melhores condições para que quem o caminhe usufrua e desfrute tal como eu e milhares de outros fazemos.” Virgílio, Padrinho desde 2020

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