Odeceixe » Aljezur

Etapa do Caminho Histórico

19,5 Km

Esta caminhada pelo planalto litoral atravessa pastagens e campos agrícolas com batata-doce, milho, amendoim ou tomate, intercalados por manchas de pinhal e eucaliptal. Junto às povoações e lugares, surgem hortas cultivadas da mesma forma desde há séculos, numa sequência precisa, determinada pelas luas e solstícios. Muitas famílias tiram da terra mais de metade do seu sustento – fruta, legumes, leite, ovos e carne de animais de criação.

A água subterrânea é tão abundante, neste planalto litoral, que acaba por aflorar à superfície em alguns locais de cota mais baixa, dando origem a zonas húmidas, localmente designadas brejos. A vegetação é muito especial, pois nem todas as plantas suportam tanta água no solo de forma permanente. Para alguns animais, os brejos são locais de alimentação, refúgio ou reprodução. A borboleta Euphydrias aurinia, protegida a nível europeu, por exemplo, é uma das espécies que depende destes mosaicos de prados húmidos com silvados ou tojais. Eles são também o habitat ideal do rato-de-cabrera. Os brejos são bons locais de caça para aves e morcegos, uma vez que há abundância de pequenos mamíferos e insectos.

Nos pequenos bosques entre parcelas agrícolas abundam arbustos aromáticos como o zimbro, a perpétua-das-areias, o rosmaninho e o alecrim. Nestes bosquetes também é fácil encontrar algumas plantas muito raras e exclusivas do sudoeste de Portugal, como Adenocarpus anisochilus, Euphorbia transtagana, Thymus camphoratus Centaurea vicentina.

Por aqui, muitas aves coabitam placidamente com as pessoas, nomeadamente perdizes, codornizes, garças-boieiras, rolas-bravas, cegonhas e estorninhos. O rouxinol comum ouve-se cantar em todas as galerias ribeirinhas.

Quando o dia começa a cair, pode contemplar-se a elegância e agilidade dos morcegos a caçarem insectos sobre as charcas ou em volta da iluminação pública. Todas as espécies de morcegos que vivem em Portugal comem insectos. Cada animal consome numa noite mais de metade do seu peso em insectos voadores ou rastejantes! São milhares de toneladas de insectos consumidos anualmente pelos morcegos! Os morcegos têm assim um papel ecológico muito importante, ajudando a controlar as populações de insectos e prevenir pragas e doenças.

Onde começar

Odeceixe

No início da Rua do Rio, seguindo em direcção ao Largo 1º de Maio (largo principal de Odeceixe).

Aljezur

Junto ao mercado de Aljezur, seguindo em direcção ao Museu Municipal.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Fácil

Extensão: 19,5 km
Duração Aproximada: 6 h

Subida Acumulada: 200 m
Descida Acumulada: 200 m

Altitude Máxima: 110 m
Altitude Mínima: 10 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso: No Rogil, existem cafés e restaurantes.

Avisos Importantes

Esta etapa cruza-se com outros percursos. Tenha atenção à sinalética.

Ao sair de Odeceixe e ao entrar no Rogil, tenha cuidado ao atravessar a estrada nacional.

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