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Da Bordeira até ao Mar

Etapa do Percurso Circular

6 / 13,5 Km

Nesta caminhada vai sentir a forte ligação desta aldeia histórica com a incrível zona costeira que lhe caracteriza o clima e o ritmo de vida. Pelo caminho conhecerá ainda o emblemático Pinhal do Bordalete e a Praia da Bordeira ou da Carrapateira, famosa pelo vasto areal e dunas a perder de vista.

Este Percurso Circular tem uma zona de dunas, junto ao mar, e uma zona de colinas, mais interior. Nesta última, o caminho segue entre a vegetação adaptada à secura (florestas das encostas) e as comunidades adaptadas ao encharcamento sazonal (zonas húmidas dos leitos-de-cheia da ribeira). Estes terrenos são denominados várzeas e por vezes são usadas para agricultura ou pastoreio, já que o solo é muito fértil. Ao longo da várzea avista-se uma linha de árvores ou arbustos altos – trata-se da galeria ripícola, uma dupla faixa de vegetação ribeirinha que acompanha as duas margens da linha de água.

A área mais litoral do percurso segue pelas areias que cobrem o topo da falésia. A biodiversidade da vegetação é espantosa. Sinta o aroma delicado da perpétua-das-areias, da murta, do zimbro, da aroeira ou do rosmaninho. Aprecie o azul forte das flores da erva-das-sete-sangrias e do morrião-da-praia ou o amarelo intenso das flores da joina-das-areias e dos tojos. Os animais que habitam estas dunas sobre as falésias são muito discretos. Contudo, há sinais dos carnívoros, que deixam os seus dejectos sobre os arbustos, como forma de marcar território. Os coelhos fazem o mesmo, fazendo pequenas escavadelas na areia. Os insectos são os mais fáceis de ver, inebriando-se de pólen nas flores que todo o ano marcam presença nestas magníficas dunas. As aves denunciam-se pelo canto e pegadas na areia do caminho. Especialmente importante para a avifauna é o pinhal do Bordalete e da Maroteira. São mais de 40 hectares de um pinhal de pinheiro manso de elevado valor estético e ecológico. Plantado para exploração da pinha e da madeira (usada essencialmente para construção de barcos), é actualmente propriedade privada.

Onde começar

Bordeira
No Largo da Bordeira (no início da Rua do Comércio), em direcção à estrada N268.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Muito fácil / Algo difícil

Extensão: 6 / 13,5 km
Duração Aproximada: 2h / 4h 30m

Subida Acumulada: m
Descida Acumulada: 100 / 300 m

Altitude Máxima: 120 m
Altitude Mínima: 10 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso
Apenas na aldeia da Bordeira.

Avisos Importantes

Encurte este percurso
A distância total é de 13,5 km mas caso prefira, pode optar por uma volta mais curta de apenas 6 km, seguindo as indicações na zona do Bordalete ao km 3.5.

Grau de dificuldade
Embora não tenha subidas, o percurso tem muita areia junto à costa e no Pinhal do Bordalete.

Existem outros percursos na zona. Tome atenção à sinalética.

Apadrinhei esta etapa

Francisco de Sousa e Leonor Pires

Padrinhos desde 2020

« A minha história na Rota Vicentina começou como voluntário no projecto LIFE Volunteer Escapes, em 2019, e desde aí que me apaixonei por esta região e por esta equipa. A diversidade de paisagens e a riqueza de flora e fauna que estes trilhos abrangem são impressionantes, especialmente, para um jovem Arquitecto Paisagista. Este trilho é uma amostra perfeita do que esta região pode oferecer e espero poder contribuir, como padrinho, para que mantenha toda a sua biodiversidade e encanto. » Francisco de Sousa, Padrinho desde 2020.

« Sou Arquitecta Paisagista e redescobri a beleza destas paisagens através da Rota Vicentina, enquanto voluntária pelo projecto LIFE Volunteer Escapes, na área da Conservação da Natureza. Fui completamente abraçada pela Rota Vicentina, pela Equipa e pela causa e valores que transportam consigo. Apadrinhar este percurso lindíssimo é apenas um dos muitos contributos que quero dar a este projecto. » Leonor Pires, Madrinha desde 2020.

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