Cercal do Alentejo » S. Luís

Etapa do Caminho Histórico

20,5 Km

Esta é a etapa mais montanhosa da Rota Vicentina, um percurso exigente em termos físicos, com subidas longas em terrenos duros e irregulares, mas em que terá a oportunidade de apreciar vistas deslumbrantes sobre a planície e o Atlântico, bem do topo da serra.

Este percurso combina a verde placidez das pequenas quintas, as suas hortas e pomares, com um sentimento de progressivo abandono, à medida que vamos entrando na serra. O fecho das minas de ferro e manganês do Cercal, depois de mais de 40 anos de laboração, deixou despojos que se cobrem de silvas e matos. As galerias das minas são agora refúgio de importantes colónias de morcegos, que trabalham para nós incansavelmente, toda a noite, em tarefas como o controlo de pragas de insectos e a dispersão de sementes. Cada morcego come o equivalente a 50% do seu peso em insectos numa única noite.

A serra proporciona momentos de puro deleite, pelas paisagens inesperadas, como a Rocha de Água d’Alte, pelas panorâmicas deslumbrantes sobre o litoral, pela flora única e rica, pela água subterrânea que aflora em variadas fontes, que alimentam pequenos regatos. Os matos são dominados pela esteva, belíssima e perfumada. Mas há um certa desolação quando a serra aparece rasgada pelos socalcos dos eucaliptais, sob os quais um solo nu se expõe perigosamente às intempéries. Interessante é verificar como a flora nativa explode sempre que no eucaliptal uma aberta deixa espaço e luz disponíveis. Depois do Penedo, nem é preciso sair do caminho para contemplar algumas espécies muito raras, pois elas crescem no solo duro e seco que pisamos.

Onde começar

Cercal do Alentejo
Largo dos Caeiros (rotunda central), siga pela estrada em direcção a Vila Nova de Milfontes.

S. Luís 
Junto à paragem de autocarros na N120 que atravessa S. Luís, em direcção à Igreja, onde encontra uma indicação.

Ficha Técnica

Grau de Dificuldade: Algo Difícil

Extensão: 20,5 km
Duração Aproximada: 7 h

Subida Acumulada: 500 m
Descida Acumulada: 500 m

Altitude Máxima: 324 m
Altitude Mínima: 60 m

Época Aconselhada: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

A parte final desta etapa pode ser um pouco desgastante, pode encurtar e ir diretamente para S. Luís pelo percurso circular. Perderá no entanto, a serra de S. Domingos (o ponto mais alto do Caminho Histórico – 329 m).

Avisos Importantes

Não irá encontrar qualquer ponto de abastecimento durante o percurso
Deve levar água (1.5 L mínimo) e mantimentos suficientes para uma caminhada que é das mais exigentes da Rota Vicentina.

Esta etapa cruza-se com percursos circulares. Tenha atenção à sinalética.

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