Amoreira

Etapa do Percurso Circular

7 Km

Neste percurso pode compreender-se o processo de colonização das dunas, desde o nível do mar até ao pinhal. Junto ao mar, as condições são agrestes – vento forte, exposição solar intensa, solo pobre e seco, salsugem (salpicos salgados do mar). Só verdadeiros “super-heróis das plantas” são capazes de crescer em tais condições. Aqui estão as camarinheiras, as perpétuas, o alecrim, o tomilho, o saganho-mouro, a roselha, a erva-das-sete-sangrias, o junípero e a joina-dos-matos. À medida que se caminha para o interior, a rudeza abranda e a vegetação começa a crescer em altura até atingir o pinhal, que assume a linha de defesa mais próxima das povoações. Todo este exército vegetal assume o papel de amenizar os fatores mais agrestes da proximidade do mar, proporcionando às populações do litoral e às suas culturas agrícolas um ambiente muito mais suave e ameno. No pinhal ocorre uma das populações mais numerosas de uma planta endémica – Teucrium vicentinum.

A foz da Ribeira de Aljezur é um paraíso para a observação de aves. Se é um birdwatcher vale a pena demorar-se pela foz, de binóculos em punho. Observe especialmente as zonas que ficam a descoberto na maré vazia, nos sapais, juncais e bancos de areia, frequentados por aves limícolas. Na Primavera deleite-se com as cores vibrantes dos abelharucos.

Também as plantas endémicas desta costa, como Linaria ficalhoana, Biscutella vicentina, Diplotaxis vicentina e Thymus camphoratus, marcam presença na zona dunar da foz. De Fevereiro a Abril surgem diferentes orquídeas selvagens nas clareiras dos matos.

No traçado nascente desta rota, esgotado e emagrecido pela erosão, o solo das colinas deixa-se colonizar pelas estevas. As suas flores brancas, enormes, exibem por vezes uma lágrima vermelha na base. Como a floração ocorre na Páscoa, diz o povo que são as cinco chagas de Cristo que se mostram nas flores da esteva.

Onde começar

Praia da Amoreira 
No estacionamento no lado norte da praia.

Ficha Técnica

GRAU DE DIFICULDADE: 2

EXTENSÃO: 7 KM
DURAÇÃO APROXIMADA: 2.5 Horas

SUBIDA ACUMULADA: 0 M
DESCIDA ACUMULADA: 150 M

ALTITUDE MÁXIMA: 90 M
ALTITUDE MÍNIMA: 10 M

ÉPOCA ACONSELHADA: Setembro a Junho

Regras e Recomendações

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO.

EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JIPE, ESTUDE ALTERNATIVAS

NÃO FAÇA FOGO.

VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.

CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.

OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.

FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.

EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO.

ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.

SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.

Dicas

Abastecimento durante o percurso
Na praia da Amoreira, há um café restaurante, aberto desde a Páscoa até Outubro.

Avisos Importantes

► Tome atenção à sinalética marcada a branco, vermelho e amarelo nos Percursos Circulares que seguem em conjunto com o Caminho Histórico;
► E à sinalética marcada a amarelo e vermelho para Percursos Circulares.

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